28 de março de 2015

Mudanças


A quaresma e o Whole30 estão a acabar (próximo dia 31) e não me consigo decidir se a primeira coisa que vou comer no dia 1 é sushi ou uma torrada em pão caseiro da Azóia barrado com manteiga Milhafre derretida... Mas o mais provável é que não vá a correr empanturrar-me em glúten nem doces. Tanto que, por
 incrível que pareça, não me apetecem doces e ando a guardar, para fazer depois, imensas receitas saudáveis com ingredientes que me estão vedados agora, como a aveia, a quinoa e o grão. Ao fim de quase 30 dias sem asneiras, percebo que o corpo se habitua tanto a uma alimentação saudável como a uma alimentação com muito açúcar e comida processada, é só uma questão de consistência. Às vezes, quando penso nisso, parece que oiço o meu corpo pedir-me que continue assim, mas com menos restrições (o arroz começa a fazer-me falta) e que o vá tratando bem, que ele tratará de me recompensar de volta.
E foi assim que, como se a maluquice do Whole30 não bastasse, em Abril decidimos que vamos ter o mês do exercício físico. Duvido que vá fazer grande alarido desse desafio. Não me estou a ver a postar fotos de mim a fazer agachamentos...

Já fotos de smoothies é coisa que é capaz de começar a aparecer por aqui.

(As minhas desculpas. Este blog é meio esquizofrénico, eu sei.)

25 de março de 2015

Snacks saudáveis #1

Azeitonas


Nunca tinha pensado nas azeitonas como um snack saudável. Via-as como fazendo parte das entradas nos restaurantes e algo a evitar, pois em casa da minha avó sempre se fizeram acompanhar com bons nacos de pão alentejano. Sem colesterol, sem açúcar e baixas em calorias, são, contudo, uma óptima alternativa ali entre o lanche e a hora do jantar, para refrear aquelas vontades de barrar tostas em paté de atum. Além disso, são fáceis de transportar e conservam-se bem fora do frigorífico durante um dia, o que as torna ideais para levar para o trabalho.

24 de março de 2015

Dúvidas

Criar ou não criar uma página para o blogue no Facebook?
Mudar ou não mudar o layout do blog?
Desenhar ou não desenhar um logótipo personalizado?
Criar ou não criar um avatar para o meu perfil?

Tantas dúvidas que se têm num dia de trabalho descontraído.

Pequenos-almoços com chia

Como já disse aqui, no âmbito do programa Whole30 os nossos pequenos-almoços têm sido bastante variados: desde omeletes a mousses de fruta feitas na hora, dos sumos verdes a uma espécie de overnight de sementes de chia com leite de coco e fruta. Este é o meu pequeno-almoço preferido e obviamente tinha de começar por ele.
O processo é igual às minhas queridas overnight oats, mas sem aveia, que está proibida no Whole30, mas que é adequada a quem quer seguir uma dieta sem glúten (apesar de na embalagem dizer que tem vestígios de glúten, é só por contaminação, a aveia não tem glúten!).

É saboroso, saudável e fácil de fazer.



Ingredientes para dois:

- uma lata de leite de coco
- quatro a cinco colheres de sopa de sementes de chia, dependendo se gostam mais ou menos espesso
- fruta aos bocados (nesta foto usei banana, tangerinas e laranja, mas podem usar qualquer fruta)
- uma mão cheia de frutos secos variados
- uma colher de sopa de sementes (por ex. girassol, abóbora, linhaça, sésamo e cânhamo)

Como fazer:

Na noite anterior, juntem o leite de coco com a chia. Agitem bem a lata de leite de coco, pois tende a solidificar. Depois de deitarem as colheres de sementes de chia, mexam bem para espalhar todas as sementes. Deixem repousar durante cinco minutos. Vão reparar que a chia tem tendência para se acumular no fundo do frasco. Por isso, é importante que nos próximos minutos vão mexendo ou agitando de vez em quando para não se criarem "coágulos" de chia. Ao fim de mais ou menos quinze minutos, está pronto para comer. Mas, para melhores resultados e mais sabor, aconselho vivamente deixarem no frigorífico durante a noite.

Na manhã seguinte, é só juntar a fruta, os frutos secos e as sementes. Se estiver muito espesso, podem adicionar mais leite de coco ou sumo de meia laranja. Os mais gulosos podem juntar um pouco de mel, geleia de arroz ou xarope de ácer, mas, a menos que tenham usado fruta muito ácida, garanto-vos que não é preciso.

Deixo-vos mais algumas receitas que tenho encontrado na net e que me têm servido de referência:

- Pudim de chia de limão com clementinas (feito, provado e aprovado!)
- Mousse de chia e framboesas (feito, provado e aprovado!)

E esta, que estou temporariamente proibida de fazer e provar, mas que me tem enchido o olho cá de uma maneira... Ia saber mesmo bem num dia de vento como hoje...


E vocês, querem partilhar comigo as vossas receitas?

20 de março de 2015

Whole 30

Hoje é o dia mundial da felicidade. Podia vir aqui falar-vos do meu projecto da felicidade perdido algures em Janeiro, ou do prazer que retiro da minha profissão ou da felicidade familiar que me completa. Mas não. Decidi vir falar-vos de roupa e comida. 
Não, não é tão fútil como parece.

A quaresma ainda não acabou, lembram-se? Houve umas mudanças pelo meio e acabou por se focar bastante mais no corpo do que na mente. Voltámos a ver televisão e ignorámos tudo aquilo que poderia contribuir para a nossa intelectualidade. No entanto, não descurámos a parte da alimentação e do exercício físico que temos cumprido religiosamente e com um prazer que não esperávamos. Ok, eu hoje esqueci-me de ir ao ginásio, mas isso foi porque estava entusiasmada a legendar um filme colombiano e não dei pelas horas passarem (eu a armar-me!) .

Mas ontem, vesti, pela primeira vez no ano (na vida?), uma camisa de tamanho S. Senti aquela emoção meio de felicidade meio de espanto por ver que os meus esforços estavam a dar os seus frutos. Esforços, que esforços?

O nosso pequeno-almoço é aquele ali da esquerda,
com as sementes de chia...
Bom, quando comecei o Whole30 - relembro, um programa alimentar com a duração de 30 dias que exclui todos os cereais (mesmo os que não têm glúten), lacticínios, açúcares, leguminosas (esta ainda não percebi porquê) e todo o tipo de comidas processadas - pensei que era uma missão condenada à partida. Passar 30 dias só a comer proteína, vegetais, fruta, frutos secos e chazinho? Nem um iogurte magro? Nem uma bolacha de arroz tostado? Mas, a verdade, e agora acreditem se quiserem, é que não me tem custado assim tanto. Introduzimos, inclusivamente, um dia só de sumos e sopas e posso dizer que tem corrido na perfeição. Como o programa manda que só nos pesemos no fim dos 30 dias, só nos resta examinar a cara um do outro à procura de sinais de emagrecimento e avaliar o número de buracos do cinto que andamos a apertar. Mas estamos, definitivamente, os dois mais magros!
Pudera! Experimentem cortar no açúcar, no pão e nos iogurtes gregos açucarados e vão ver se não emagrecem.
Smoothie de fruta e espinafres

Mas aquilo de que vos queria falar até nem era disto, do facto de estar feliz por ter emagrecido. Era mesmo do facto de estar feliz por ter finalmente encontrado opções de alimentação saudável e deliciosa que me agradam! Oi? Estarei a ler bem? Comida super saudável e deliciosa? Sim! Acreditem ou não, temos feito pratos deliciosos com as coisas mais simples, como salteados de legumes com frango ou salmão, pernas de frango no forno com legumes assados com alecrim (esta não é um dieta apropriada para vegetarianos...), sementes geminadas temperadas com vinagre, as mais variadas saladas cujo segredo reside, muitas vezes, no tempero, e pequenos-almoços e snacks de comer e chorar por mais. Acho que a parte de que estamos a gostar mais talvez sejam mesmo os snacks. O homem usa muito o desidratador (uma coisa destas) e temos feito coisas esquisitas como couve portuguesa desidratada massajada em azeite e salpicada com misturas de sais africanos, chips estaladiços de courgete e batata doce mais alguma coisa de que não me lembro.
Pequeno-almoço com ovos, bacon, tomate cherry e coentros

Às vezes também comemos simplesmente tiras de cenoura com babaganoush, azeitonas, laranja com canela  e mistura de frutos secos. Juro que isto sacia e é uma alternativa perfeitamente compatível com boas bocas. Ainda há os pequenos-almoços, onde usamos e abusamos de coco e leite de coco, o único "leite" autorizado, mas acho mesmo que vou ter de voltar um dia e falar sobre cada uma destas receitas individualmente. E sabem porquê? Porque hoje, quando levei leite de aveia para a escola das meninas para o lanche da mais velha que tem prescrição médica para evitar o leite de vaca durante uns tempos, o esgar de nojo que a educadora fez quando olhou para o pacote de leite de aveia não me fez sentir uma extra-terrestre, fez-me, sim, sentir vontade de mostrar que nós estamos bons da cabeça!

Nunca pensei dizer isto, mas, pela primeira vez na minha vida, ando a comer couve escura com prazer. E pronto, com esta devo ter perdido metade dos poucos leitores que ainda tenho.

A couve desidratada

19 de março de 2015

Um ano diferente


Quando surgiu no Kickstarter, contribuí imediatamente para o financiamento do livro da Monika Kanokova, This Year Will Be Different. Nesta fase de lançamento do meu trabalho por conta própria, o tema não poderia ser mais apropriado: uma colecção de histórias inspiradoras sobre mulheres que, como eu, um dia decidiram que não iriam mais trabalhar para outros e que estava na hora de seguir o seu sonho.
O livro foi totalmente financiado por crowdfunding e eu recebi o meu exemplar digital. Mas não o li logo e iria ficar esquecido nos confins do meu computador se não fosse o meu homem ter decidido fazer-me uma surpresa e ter-me comprado a versão encadernada, com direito a uma dedicatória da autora. Foi, sem dúvida, uma boa surpresa! Comecei a lê-lo nessa mesma noite e posso dizer que estou fascinada. Ainda só li 6 histórias/entrevistas (entre as quais, uma portuguesa cujo blog já seguia, aliás, foi ela que me deu a conhecer este projecto) e já sinto que aprendi imensa coisa sobre a forma como posso ser bem-sucedida na minha carreira independente.
Cada entrevista tem uma espécie de prefácio com dicas e truques para ser uma freelancer bem-sucedida. O livro está escrito no feminino e, talvez por isso, aliado a um discurso directo e apelativo, parece que se dirige directamente a mim. Consigo rever-me até mesmo nas histórias de mulheres com carreiras no extremo oposto da minha, como fashion bloggers ou designers de fontes de letras, e retirar ideias de sugestões de capítulos que inicialmente pouco ou nada me diziam, como o capítulo sobre deixar o nosso eu-perfeccionista lá fora (perfeccionista, eu?).

Aprendi, por exemplo, que tenho mesmo de trabalhar no meu website profissional e como o posso fazer da melhor maneira, que tenho de fazer os meus preços e ser-lhes fiel (confesso que me adapto ao preço que as agências fazem, quando devia ser ao contrário, e que sou demasiado mole quanto tenho de negociar preços e prazos) e que a melhor maneira de apresentar amostras do meu trabalho sem comprometer a confidencialidade a que sou obrigada quando faço uma tradução, é colocar no meu website traduções realizadas por iniciativa própria e que tenham a ver com as minhas áreas de especialidade para apresentar a potenciais clientes sem violar nenhuma questão ética. Nunca tinha pensado nisso, mas parece-me uma excelente ideia.

Não me parece que haja algum capítulo que ensine a dizer que não, a pesar os prós e os contras de aceitar determinados trabalhos e a tal relação custo/benefício de já falei aqui, pois é uma das coisas em que tenho mais dificuldade... Mas estou certa de que hei-de aprender isso a algum custo (o meu, certamente) e até já estou a dar pequenos passos que me libertem algum tempo livre e espaço para trabalhar na minha apresentação aos clientes, na minha presença nas redes sociais como tradutora e na optimização dos processos de trabalho. Porque tudo isto é importante.
(O facto de a minha mais velha ter ficado doente e me ter obrigado a esvaziar a agenda foi, sem dúvida, uma boa maneira de conseguir um final de semana de trabalho mais desafogado).

Além disso, sinto-me impelida a contribuir para o sucesso de alguns dos projectos destas mulheres, como o copo menstrual da Maxie Matthiessen que ajuda à escolarização das meninas em África ou os livros que Frances M Thompson publicou sozinha e estão à venda na Amazon a um preço muito simpático. São mulheres como eu que concretizaram os seus sonhos e merecem continuar a ter anos diferentes, todos os anos.

(Falei deste livro a primeira vez aqui. É bom saber que há ideias que não caem em saco roto.)

10 de março de 2015

Lobismulher

Começo a achar uma certa correspondência entre a lua cheia e as noites em que as minhas filhas dormem mal. A mais nova também já mostrou as suas garras a meio da noite, tendo entrado numa espécie de transe histérico muito pouco adequado a tão tenra idade.
Uma filha lobismulher ainda aguento. Duas não.
Vou ali laquear as trompas e já venho.

(sim, eu sei que provavelmente foi mais um dente, mas nunca fiando...)

8 de março de 2015

Para os incrédulos da couve

Faz amanhã oito dias que começámos uma nova experiência integrada na quaresma flexível: o Whole 30. Trinta dias só com comida natural, nada processado, nada de glúten, nem lacticínios. Pensei que me fosse custar horrores, mas a verdade é que me tenho sentido estranhamente bem, satisfeita e compensada. É que vocês não fazem ideia quão saborosos são os snacks de couve portuguesa desidratada (portanto, estaladiça como batata frita) massajada com azeite e salpicada com uma mistura de sais que nos trouxeram de África. Não sabem, pois não? Azar.


6 de março de 2015

Manta de retalhos - A Composição

Na primeira aula do workshop Manta de Retalhos aprendemos tudo sobre conjugação de cores, tecidos e padrões e começámos a cortar os quadrados (9 x 9 cm). A Rosa aconselhou-me a execução de uma manta de quadrados, que é por onde se deve começar, apesar de eu já ter executado algumas mantas simples com quadrados e ter expressado desejo de ir por outros caminhos. Mas há tantas conjugações que se podem fazer com quadrados, como ela nos mostrou, que acabei por ficar rendida. A escolha dos tecidos foi a parte mais difícil e eu, eterna insatisfeita, não estou completamente convencida com a minha, mas não queria estar a comprar tecidos novos, por isso tive de me cingir aos meus, que são muito garridos e com padrões muito cheios, o que dificulta a conjugação entre tecidos diferentes.

O trabalho de casa consistiu em cortar todos os quadrados de que vamos precisar para uma manta pequena e ensaiar três ou quatro conjugações possíveis. O truque para fazer isso foi surpreendente: pendurar uma flanela na parede (usei um lençol da Alice) e "colar" os tecidos à flanela. O algodão cola-se simplesmente à flanela, sem ser preciso recorrer a alfinetes ou fita cola.

É claro que, cá em casa, a flanela fez sucesso e acabei por ter de deixar outras artistas conjugar os tecidos à sua vontade.


A primeira conjugação agrada-me e apetecia-me ficar por aqui para não me baralhar, mas vou ser boa aluna e fazer mais uma ou duas conjugações para apresentar na próxima aula.


Como sou pouco inventiva, vou basear-me nas mantas que já foram feitas neste workshop. Fico tonta só de pensar em escolher uma...






Fotografias tiradas da net, tudo da Rosa Pomar.

26 de fevereiro de 2015

Manta de retalhos (agora sim)

Começa já este sábado o workshop de Manta de retalhos na Retrosaria. Estou ansiosa. Sinto-me com 7 anos na véspera de ir dormir a casa das primas...
Estive a escolher os tecidos para levar e como não me consegui decidir se levava os azuis, os rosa, os amarelos, os verdes, e muito menos conjugá-los entre si, levo-os todos. Mas o mais certo é acabar por comprar uns novos...