26 de fevereiro de 2015

Manta de retalhos (agora sim)

Começa já este sábado o workshop de Manta de retalhos na Retrosaria. Estou ansiosa. Sinto-me com 7 anos na véspera de ir dormir a casa das primas...
Estive a escolher os tecidos para levar e como não me consegui decidir se levava os azuis, os rosa, os amarelos, os verdes, e muito menos conjugá-los entre si, levo-os todos. Mas o mais certo é acabar por comprar uns novos...

23 de fevereiro de 2015

Quaresma infiel - dia 6

Este fim-de-semana:

Abdominais: 0
Exercício: 0
Meditação: 0
Copos de vinho: 2
Imperiais: 1
Cheesecake: 1
Tarte de pastel de nata: 1
Choco frito, batatas fritas, marisco e recheio de sapateira: 1 dose de cada
Tostinhas com paté: entre 10 a 30

Resultado: a nossa quaresma mudou de nome pela quarta vez. Agora chama-se quaresma flexível-barra-farsolas.

(Do lado ali do homem a coisa foi um pouco mais vergonhosa. Fiquemos pelos meus números...)

20 de fevereiro de 2015

Quaresma infiel-qualquer-coisa - Dia 3

Pus o despertador mais cedo, aumentei o número de abdominais diários de 150 para 250, vou de dez em dez minutos à casa-de-banho por causa da água que bebo, desde terça-feira que não como um doce e comecei a ler um livro sobre gestão do tempo, que eu cá não brinco em serviço.

18 de fevereiro de 2015

Quaresma... e cá vamos nós (3.ª edição)

Foto retirada daqui.







Começa hoje a terceira edição da Quaresma Infiel que o ano passado mudou de designação para Quaresma Alternativa e este ano já tem outro nome, mas entretanto já me perdi...


Para os que acabaram de chegar ao meu blogue, a nossa quaresma não tem nada de religioso nem de transcendente. É apenas uma altura no ano, com princípio e fim estabelecido por alguém que não nós e que, portanto, não olha a inconveniências (se formos a ver, não há 40 dias seguidos no ano que dêem jeito para implementar regras sem as quebrar), durante a qual vamos, eu e o homem da casa, estar totalmente focados em tratar do corpo e da mente.



Os objectivos não mudam muito das edições anteriores, mas há uma ou outra mudança. Estes são os objectivos dele:

Corpo - Exercício
Correr 5km (ou nadar 1500m, ou pedalar 15km), todos os dias 

Fazer 100 burpees por dia, todos os dias

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Corpo - Alimentação
Jejuar 1x por semana (só água/chá)
Zero álcool, doces
Beber 3L de água por dia (olhem o que aconteceu a esta mulher)
Este ano, ao décimo dia, decidi incluir o Whole30

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Mente - exercício
Meditação, todos os dias

Mente - Alimentação
Zero televisão, excepto documentários
Ler um livro (não ficção)

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Complemento:

Escrever 500 palavras por dia, todos os dias
Praticar nova língua estrangeira


Estes são os meus:
Corpo - Exercício
Meia hora de exercício por dia, seja no ginásio, seja piscina, seja correr, sem quilomentragens definidas... 

Fazer 100 abdominais por dia, todos os dias (ele ainda está a convencer-me em aderir aos burpees, para além dos abdominais)

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Corpo - Alimentação
Zero álcool, zero doces
Beber 3L de água por dia (olhem o que aconteceu a esta mulher)
Voltar aos sumos verdes
Ao décimo dia, decidi incluir o Whole30 (basicamente zero glúten que me incha qual balão de ar quente...)

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Mente - exercício
Meditação, todos os dias (humm...)

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Mente - Alimentação
Zero televisão, excepto documentários
Ler pelo menos um livro de não ficção



Complemento:
Escrever mais no blogue
Costurar bastante (à noite, por exemplo, quando não estamos a ver o Broadchurch, o Better Call Saul ou o Game of Thrones - dispensa link - que vai começar durante a Quaresma...)

E é muito isto. Confesso que não gosto nada da parte de não poder ver séries, já que televisão praticamente não vejo... Mas estava a precisar de uma motivação qualquer para voltar à alimentação saudável, que isto entrou em modo alarve no Natal e desde então tem sido uma desgraça.

Quem não nos conhece pode achar que somos malucos. Quem nos conhece, também, mas já estão mais ou menos habituados às nossas manias. Eu respondo-vos que toda a gente devia ter uma fase no ano em que entra numa espécie de contenção e introspecção que fosse para além dos primeiros 5 dias do ano novo... Pode não nos fazer aquele bem desgraçado, mas mal também não faz.
E começou hoje. Ámen.

(Podes ler mais sobre as edições seguintes aqui e aqui.)

17 de fevereiro de 2015

Panquecas, com amor

Na cama, já acordados, diz-me ele, a ler as últimas do Facebook:
- Hoje é o dia mundial das panquecas.
- Então temos de fazer panquecas para o pequeno-almoço.
- Parece que sim.

20 segundos depois, lembro-me:
- Hoje também é o dia mundial do gato.
- Também queres fazer gato para o pequeno-almoço?

E eu ri-me. Ri-me mais do que a piada merecia. Acontece muitas vezes ele dizer certas piadas porque já sabe que me vou rir muito, sempre da mesma piada, sempre como se fosse a primeira vez que a oiço, sete anos depois de a ouvir pela primeira vez. E o mais engraçado é que nem têm tanta piada assim. Eu é que lhes acho graça. Acho que é isto o amor.


14 de fevereiro de 2015

Algumas regras básicas para tradutores

É preciso dizê-lo com sinceridade: ser freelancer nem sempre é pêra doce. Tudo é muito bonito quando conseguimos organizar o nosso horário e sair às 11 da manhã para ir fazer o buço ou marcar férias para quando nos apetecer sem ter de pedir autorização a ninguém. Mas quando o trabalho aperta, como tem sido nas últimas três semanas, não só não há tempo a perder com coisas que não sejam indispensáveis, como a vida pessoal e familiar acaba por levar por tabela. No entanto, aceitar os trabalhos que nos pedem é, muitas vezes, uma decisão ponderada, muito mais do que uma questão de sobrevivência.
Há vários factores a ter em conta, como a relação custo/benefício, que foi uma das poucas coisas que retive da aula de Economia na pós-graduação de Tradução Económica, talvez por todos os meses lhe achar um sentido prático: será que o retorno financeiro que este trabalho me vai proporcionar compensa os sacrifícios pessoais que vou ter de fazer para o executar? É a tal história do tempo e da liberdade que o dinheiro não compra. Estou a falar, no meu caso em concreto, de três fins-de-semana seguidos em que passo, pelo menos, o sábado a trabalhar, em que cancelo encontros de amigos, em que falto a almoços, em que mando as miúdas para a avó ou com o pai para o centro comercial... As pessoas dizem-me: ser freelancer é assim, tens de aproveitar o trabalho enquanto há. É verdade, principalmente no início, como eu, que ainda nem fez 6 meses que trabalho por conta própria. E mesmo quando tentamos organizar as coisas de modo a meter todo o trabalho durante a semana, há sempre que contar com os imprevistos, com as falhas técnicas, com os programas que empancam, os computadores que avariam. Esta semana, por exemplo, vi-me obrigada a trabalhar no sábado, hoje, porque perdi a tarde de quinta e a manhã de sexta com problemas técnicos. Mas o que me irritou mais nem foi isso. O que me irritou mais foi ser por causa de um trabalho que aceitei sem saber porque o fiz. Aceitei um dos tipos de tradução por causa dos quais me despedi, num software que odeio sobre um tema que odeio, ao preço mínimo aceitável. Estariam reunidas todas as condições para recusar o trabalho. A acrescer a isto, este mês já estou financeiramente relaxada e não precisaria de fazer fretes para pagar as contas. É claro que nunca sabemos como será o mês seguinte e nunca se diz que não a um extra a que recorrer quando o trabalho falta.
Mas aceitei o trabalho quase sem pestanejar. E porquê, perguntam vocês? Primeiro porque tenho o cliente em grande estima. É um cliente que me conhece há bastante tempo, sabe como trabalho, confia em mim e eu, por minha vez, confio nele, conheço a mecânica da casa e sei que pagam a horas. É uma situação win-win e, por vezes, há que fazer alguns fretes para manter os clientes satisfeitos. Mas, em parte, foi também por burrice pura que aceitei o trabalho. É que me arrependi logo porque antevi três dias de grande frustração. Além disso, quando aceitei o trabalho com prazo para terça de Carnaval, esqueci-me que as miúdas não têm escola na terça de Carnaval, logo, teria de terminar o trabalho antes. Quando começaram os problemas técnicos, então, toda eu bufava, porque o trabalho se estava a empurrar exactamente para o dia em que não podia trabalhar. E isto fez-me pensar muito ali na tal questão da relação custo/benefício e em algumas regras básicas para aceitar traduções. São elas:

1 - Nunca negociar prazos sem ter a agenda à frente, especialmente ao telefone, enquanto estamos a caminho de ir pôr as miúdas à escola. São distracções mais do que suficientes para dizermos que sim irreflectidamente.
2 - Nunca aceitar uma tradução sem ver o original primeiro. Quando me disseram que era um catálogo, pensei que podia ser um catálogo com descrições de produtos, com um registo algo comercial e frases publicitárias, coisa que até nem me desagrada muito. Mas não me disseram que era um catálogo daqueles só com listas de produtos e descrições crípticas e abreviadas, sem perceber se pedem o plural, o feminino, o masculino ou o quê. E isso é coisa para, além de exasperar, levar o dobro do tempo. Tempo que já não temos porque não olhámos para a agenda...
3 - Se me disserem que é para usar um determinado tipo de programa que eu odeio, é meio caminho andado para recusar o trabalho, educadamente, com outra desculpa, mas recusar. Nem sempre temos de fazer fretes. Afinal, despedi-me exactamente para não ter de fazer fretes destes, certo? Pois.
4 - Quando, apesar de tudo isto, aceito o trabalho, pois então paciência. Tenho de me aguentar, desenrascar e entregar um trabalho irrepreensível. Acima de tudo, temos de ser profissionais.
5 - Se se aplicar o ponto 4, aplica-se também a lei da recompensa: tirar um dia, uma semana, o resto do mês de folga.

Posto isto, estou seriamente a pensar não aceitar mais nada para além dos trabalhos que já me foram atribuídos este mês e que já me vão dar que fazer, mas não me vão obrigar a trabalhar fora de horas. Queria ver se ainda acabava o quilt da Inês este mês... tenho tudo pronto para o acabar numa tarde de costura... Vou mesmo convencer-me de que isso é mais importante para a minha sanidade mental do que passar mais um sábado a trabalhar...

Porque nem tudo são más notícias, a ver se em breve escrevo sobre as coisas boas de ser freelancer. Porque as há e não são poucas. Valha-nos isso.

13 de fevereiro de 2015

Do desfile e outras coisas

O tema era: cientistas. As mães da sala dos 4 anos coordenaram-se e mandaram os filhos todos vestidos à cientista para o desfile de Carnaval. Havia verdadeiras obras de arte, como um tubo-de-ensaio-que-explodiu-andante. A minha cientista, apesar de me ter custado um serão, nem era das mais aprimoradas, confesso, mas estava muito bem enquadrada. E quando anunciaram o primeiro prémio para a nossa sala, fiquei verdadeiramente eufórica. 
Eu-fó-ri-ca.
O que me leva a duas conclusões. Ou 1. a minha semana foi tão má e aborrecida que o desfile de Carnaval da escola foi mesmo o momento alto ou 2. então aquilo de que a felicidade dos nossos filhos é também nossa é mesmo verdade. Mas isto também não faz sentido, porque a Inês desfilou contrariada e estava mais carrancuda do que a própria Marie Curie (a Inês foi vestida à Marie Curie, porque eu achei que era mais fácil coser o símbolo da radioactividade, embora as semelhanças físicas fossem... poucas...). E a Alice apercebeu-se tanto do que se passava como uma mosca no Coliseu. 
Portanto, a minha semana foi mesmo má.
E por isso vim para a Cooperativa beber uma mini enquanto os homens jogam snooker e as miúdas se pavoneiam com as batas de cientista e os cabelos esbranquiçados do pó de talco.
É sexta-feira ao final do dia.

Assim vai a vida no campo.

5 de fevereiro de 2015

Uma espécie de avental para sair à rua

Já temos vencedor. A ajuda do público não deixou margens para dúvidas: padrão retro com ele. Ou ela.


Este molde é super fácil de executar (molde Elsie da Citronille). É só cortar o tecido em duas peças iguais (se fizermos a versão com forro), e depois coser a toda a volta, deixando um espaço aberto para virar o tecido do avesso. Eu é que compliquei com o bolso, que tive de fazer duas vezes, porque o primeiro ficou torto e o segundo... bom, ficou demasiado pequeno para a minha mão. Pode ser que antes de vir o tempo quente me apeteça descoser e voltar a coser um bolso novo... Se não, fica só para enfeitar!

De qualquer maneira, achei o resultado final engraçado.




Prontinho para usar quando vier a Primavera.

3 de fevereiro de 2015

Alexandra

"Conseguiu adiantar alguma coisa? Ele respondeu minutos depois: Não se preocupe :) :) :) . . . os problemas hadem ser resolvidos ! . . . Fiquei hipnotizada. Espaços entre os pontos das reticências? Caralho, a minha vida é rever gralhas. Aquilo não era uma gralha. Aquilo era a chamada da selva, onde a vida e a gramática podem enfim recomeçar."
in O meu amante de domingo, Alexandra Lucas Coelho

Porra, isto é a minha vida, pensei, rever gralhas, pensei, sentada no café por detrás da rua principal da estrada que leva à vila, enquanto comia uma quiche excessivamente aquecida. Excepto que eu não tenho nenhum amante de domingo. Ou de qualquer outro dia da semana, ressalve-se. E continuei a ler O meu amante de domingo com aquela sofreguidão de quem não se deixa enredar por um bom livro há demasiado tempo. E foi assim que vim a correr para casa, quase literalmente, não fosse ter começado a chover, para vos contar que ainda mal o comecei a ler e já o acho o livro do século.

1 de fevereiro de 2015

Ajuda do público!

Nem quero acreditar na minha sorte. Hoje, num domingo com toda a gente em casa, consegui começar e quase terminar um molde da Citronille que comprei há quase um ano... Há a versão com forro e a versão sem forro, mas para ficar mais engraçado, decidi fazer a versão com forro num padrão diferente. Porém, no final, acabei por gostar mais do forro e é aqui que os meus queridos leitores entram. Preciso da vossa ajuda para decidir que lado usar (isto só porque ainda não me lembrei de nenhuma maneira fácil de fazer a coisa reversível).

Trata-se do molde Elsie e inicialmente era para assentar mais ou menos assim:

Frente

Verso (isto é traje para usar com uma camisola por baixo, claro...)

Mas depois lembrei-me que vou, certamente, usar isto muitas vezes com calças de ganga e... ganga com ganga... bom, já não estamos nos anos 80...
Então experimentei o avesso. E gostei.


Entretanto, lembrei-me que seria interessante adicionar um bolso à frente, para guardar chaves ou chuchas, elásticos para o cabelo ou peças dos Pinypons...


Foi então que surgiu a dúvida. Frente ou verso? Ganga ou padrão retro? De qual gostam mais?



Também podem ser sinceros e dizer que não gostam de nenhum. Mas sejam amiguinhos...

(Ah, sim, e esta sou eu (para quem não conhece)! Já era tempo de mostrar a cara aqui no blog. Pena o cabelo desgrenhado, mas este é mais ou menos o meu estado normal...)